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Pontos
miraculosos atingem os meridianos da acupuntura, por onde flui a força vital e libertam
energia.
A MÁGICA DAS AGULHAS: Para quem
nunca se submeteu à experiência, a idéia de tratar algum problema de saúde enfiando
agulhas no corpo sempre causa temor e incredulidade. Não dói nem ocorre qualquer
sangramento. Fica difícil compreender como um órgão interno pode ser atingido a partir
de um estímulo que mal ultrapassa a pele. Desconfianças à parte, a verdade é que a
acupuntura (do latim accus, agulha; puntura, picada) comprovou sua eficiência. E, de
simples curiosidade médica passou, em pouco mais de duas décadas, a especialidade
respeitada no Brasil. Hoje, ninguém mais a confunde com superstição, charlatanismo ou
mera 'onda' orientalista. As origens dessa técnica remontam à Antiguidade. Segundo
antigos estricos chineses, já no terceiro milênio antes de Cristo, os médicos
observaram que soldados feridos por flechas curavam-se de moléstias crônicas. Fantasia?
O fato é que não tardou a desenvolver-se na China um sistema terapêutico, baseado na
perfuração da pele em pontos específicos.
A prática não era estranha a outras culturas. Os bantos (etnia africana) tratavam certos
males com arranhões na epiderme; esquimós faziam o mesmo com o auxílio de pedras
afiadas; e algumas tribos brasileiras utilizavam pequenas setas disparadas por
zarabatanas, para estimular os pontos de acupuntura.
Estamos portanto, diante de um recurso quase tão antigo quanto o homem. Não há dúvida,
porém, que coube aos chineses aprofundá-lo e sistematizá-lo. O primeiro tratado
completo sobre o assunto, datado de 200 a.C. (Hungdi Neiging Suwen, ou o livro clássico
das doenças internas do imperador amarelo), continua em uso como fonte para os
acupunturistas.
Ainda que se tenha difundida rapidamente no mundo ocidental, a técnica predomina no
Extremo Oriente, em especial n China, onde faz parte dos estudos médicos convencionais.
Nesse país, são comuns cirurgias nos moldes ocidentais, com anestesia or acupuntura, num
casamento perfeito entre modernidade e tradição.
MOXA e MASSAGENS:
A chave da técnica é saber em que pontos da pele produzir estímulos para atingir os
resultados pretendidos Em geral utilizam-se agulhas, mas também são empregados outro
métodos. Entre estes, destacam-se a moxa, bastão incandescente da planta Artemisia
japonica. Neste caso, a estimulação vem do calor e não da picada. Shiatsu
e do-in, por sua vez, valem-se apenas da pressão manual. E mesmo os
acupunturistas tradicionais, ainda que não dispensem agulhas, recorrem a massagens,
estímulos elétricos, vibradores mecânicos, osciladores magnéticos e outros recursos
tecnológicos. De qualquer forma, as famosas agulhinhas continuam sendo o principal
instrumento da acupuntura.
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Bibliografia: Série Especial de
SAÚDE É VITAL, n.1, 2a. edição, Editora Azul
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